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Diocese de Santo André

Natal: a festa da encarnação

“O Verbo se fez carne” (Jo 1,14).

O evangelista João, ao escrever sobre a encarnação da Palavra, desvela aquele que é o fundamental mistério de fé da Igreja, ou seja, o Filho de Deus que assumiu a natureza humana, exceto no pecado, para a salvação da humanidade. Jesus Cristo, filho de Maria santíssima, é verdadeiramente homem permanecendo verdadeiro Deus (Catecismo da Igreja Católica – CIC, n. 464).

Ao celebrar o Natal de Jesus, a Igreja – povo de Deus – reafirma a fé que vem dos apóstolos e da Igreja primitiva de que Deus se fez homem, amou tanto que se entregou por esse mesmo amor à cruz redentora, e pelo seu sangue o pecado foi lavado do mundo.

Sim! Ele, o pobrezinho de Belém, nascido em condições de muita humildade, se tornou grande sinal de contradição frente aos poderosos de sua época, anunciando o tempo da graça e da libertação dos pobres e oprimidos.

Esse Menino-Deus que somos chamados a celebrar a festa da natividade é o único Natal. Não podemos cair nas armadilhas do deus-mercado que nos leva ao consumismo, individualismo e sede de poder, esse é o caminho da morte.

O Verbo que se fez carne, sentido verdadeiro do Natal sempre nos convida, a partir da humildade e da simplicidade de Belém (Casa do Pão), a ser pão da vida no mundo, a ser solidário, acolhedor, missionário da misericórdia e, sobretudo, adorador não das luzes que se apagam, mas da Luz da Luz que é Ele mesmo, Jesus Cristo. “A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos” (CIC, n. 522).

Assim como a vinda do Cristo foi preparada ao longo de toda a história do Povo de Deus, que possamos nós a cada dia nos preparar para acolher e deixar o Verbo se encarnar em nossas vidas, a exemplo de Maria Imaculada, sendo assim discípulos e missionários do Reino anunciado pelo Menino-Deus que se fez carne e habitou entre nós.

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,5-8).

Escrito por Jerry Adriano Villanova Chacon, filósofo e educador, membro da Pascom da Paróquia Nossa Senhora das Graças em Santo André.

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