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Diocese de Santo André

Diocese apresenta novas Diretrizes da Ação Evangelizadora em sintonia com o 9º Plano de Pastoral

Nos dias 18 e 20 de agosto, os Conselhos Forâneos de Pastoral das dez foranias da Diocese de Santo André participaram de uma formação sobre as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e sua relação com o 9º Plano Diocesano de Pastoral.

A formação foi conduzida pelo Padre Joel Nery, vigário episcopal para a Iniciação à Vida Cristã; pelo Padre Everton Gonçalves Costa, vigário episcopal para a Pastoral; e pelo Padre Ryan Holke, vigário episcopal para a Caridade Social.

A reflexão partiu da imagem da “Tenda do Encontro”, apresentada como lugar de acolhida, proteção e esperança. Assim como uma tenda pode ser armada e deslocada conforme as necessidades do caminho, a Igreja é chamada a permanecer atenta à realidade, aproximando-se das pessoas e chegando aos lugares onde a vida acontece.

A imagem também recorda uma Igreja que mantém abertas as suas lonas para receber aqueles que enfrentam as tempestades da vida. Uma comunidade que, à maneira de um hospital de campanha, acolhe os feridos, os estrangeiros, os pobres e todos os que atravessam os desertos existenciais.

As novas DGAE têm como objetivo evangelizar e anunciar Jesus Cristo como Igreja sinodal, sustentada pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, formada por comunidades de discípulos missionários e fiel à opção preferencial pelos pobres, a caminho da plenitude do Reino de Deus.

Dentro dessa proposta, a sinodalidade foi apresentada a partir de três dimensões: comunhão, participação e missão. A comunhão convida a superar o individualismo e a competição entre pastorais. A participação recorda a corresponsabilidade de todos os batizados na vida e nas decisões da Igreja. A missão envia as comunidades para fora de si mesmas, levando o anúncio de Jesus Cristo a todas as pessoas.

A formação também abordou desafios atuais, como o isolamento, o enfraquecimento do sentido comunitário, os impactos éticos e relacionais da inteligência artificial, a cultura do descarte, a pobreza e o descuido com a Casa Comum. Diante dessas realidades, as comunidades são chamadas a oferecer acolhida fraterna, vínculos verdadeiros, discernimento e cuidado com a vida.

Para responder a esses desafios, as Diretrizes apresentam cinco caminhos: a Animação Bíblica da Pastoral, a Iniciação à Vida Cristã, a formação de comunidades de discípulos missionários, a liturgia e a piedade popular e o serviço à vida plena.

A Palavra de Deus deve iluminar não somente os grupos de estudo, mas também as decisões pastorais, a oração e o discernimento comunitário. A Iniciação à Vida Cristã pede maior integração entre catequese, família e comunidade, superando uma preparação voltada apenas para a recepção dos sacramentos.

As comunidades de discípulos missionários devem ser espaços nos quais a fé seja vivida, partilhada e celebrada. Isso exige acolhida, escuta e corresponsabilidade, ajudando as pessoas a deixarem de ser participantes ocasionais para se tornarem membros de comunidades vivas.

Na dimensão social, evangelizar também significa cuidar da vida onde ela estiver ameaçada ou fragilizada. A opção pelos pobres pede proximidade e escuta, indo além de ações apenas assistencialistas. O cuidado com a Casa Comum também faz parte desse compromisso, pois as consequências da degradação ambiental atingem principalmente os mais vulneráveis.

Do nacional à realidade do Grande ABC

As orientações das DGAE encontram uma aplicação concreta no 9º Plano Diocesano de Pastoral. Elaborado a partir da escuta da realidade do Grande ABC, o Plano assumiu três prioridades: Pastoral de Conjunto, juventudes e família.

A Pastoral de Conjunto busca superar a fragmentação e o funcionamento isolado de grupos, movimentos e pastorais. O convite é passar do “meu grupo” para o “nosso projeto”, construindo planejamentos comuns e respeitando a diversidade dos carismas.

Entre os jovens, a Diocese deseja incentivar o protagonismo, a formação de lideranças e a presença juvenil nas periferias, na arte, no esporte e na comunicação. Também será necessário adaptar linguagens, horários e metodologias à realidade daqueles que conciliam estudo, trabalho e vida comunitária.

Na prioridade dedicada à família, a proposta é oferecer acompanhamento em todas as fases da vida. O caminho passa pelo fortalecimento da Pastoral Familiar e pela união entre catequese, Setor Vida e Família e preparação para o matrimônio, evitando que as famílias se afastem da comunidade durante as transições entre os sacramentos.

Outro ponto trabalhado foi a necessidade de conversão das relações, dos processos e dos vínculos. Isso significa trocar o fechamento e a competição pela escuta e pelo diálogo; substituir decisões centralizadas pelo discernimento comunitário; e fortalecer a articulação entre paróquias, foranias e Diocese.

Ao final, os integrantes dos Conselhos Forâneos de Pastoral foram convidados a compreender que as DGAE e o 9º Plano não são projetos separados. A sinodalidade proposta para a Igreja no Brasil encontra, na Diocese de Santo André, sua expressão concreta na Pastoral de Conjunto.

É o mesmo chamado para caminhar unidos, alargar a tenda e colocar os diferentes dons a serviço de uma única missão: evangelizar a partir de Jesus Cristo.

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