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Diocese de Santo André

“Onde tem uma comunidade paroquial, tem uma luz acesa na escuridão”, afirma Dom Pedro nos 60 anos da Paróquia Nossa Senhora de Fátima

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vila Marlene, em São Bernardo do Campo, celebrou, no dia 6 de outubro, seus 60 anos de criação. A data foi marcada por uma Missa em ação de graças, presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini,e concelebrada pelo pároco Padre Francinaldo de Sousa Justino, reunindo fiéis e agentes de pastoral que fazem parte dessa história construída ao longo de seis décadas.

Criada em 1966, a paróquia reúne a Igreja Matriz e as capelas Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida e São Expedito. São 60 anos de evangelização, celebrações e dedicação de tantas pessoas que ajudaram a formar a comunidade que hoje continua sua missão.

Na homilia, Dom Pedro lembrou que celebrar o aniversário de uma paróquia é muito mais do que recordar a existência de um templo. É celebrar a vida de uma comunidade formada por pessoas que, pelo Batismo, passam a fazer parte da Igreja. O bispo explicou que a matriz recebe esse nome justamente porque nela, pela pia batismal, nascem novos membros para a comunidade cristã.

“Jesus ama a comunidade, ele quer a comunidade, ele enviou os apóstolos para pregar o Evangelho. E qual era a consequência da pregação do Evangelho? Formar comunidades”, afirmou o bispo, recordando que a fé cristã não pode ser vivida de maneira isolada, mas na comunhão com os irmãos.

Ao falar sobre a importância da presença da Igreja na vida das pessoas, Dom Pedro comparou a comunidade paroquial a uma luz que permanece acesa, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades.

“Onde tem uma comunidade paroquial, tem uma luz acesa na escuridão. É um sinal de esperança para muitas pessoas que já não têm ânimo, que não têm esperança”, disse, recordando que as primeiras comunidades cristãs despertavam admiração pela maneira como seus membros se amavam, se ajudavam e celebravam juntos.

Refletindo sobre o Evangelho, que apresenta Jesus expulsando os comerciantes do Templo, Dom Pedro convidou os fiéis a cuidarem para que a paróquia nunca perca sua verdadeira finalidade. Para isso, explicou que é necessário manter Jesus Cristo no centro da vida comunitária, cultivando a oração, a catequese, a iniciação à vida cristã e a participação na Eucaristia.

“O que faz com que ela não perca o rumo é o amor a Jesus Cristo. Jesus em primeiro lugar, caminho, verdade e vida”, afirmou.

O bispo também comparou a comunidade a uma árvore que precisa de uma boa seiva para crescer e produzir frutos. Assim acontece com a paróquia, cuja vitalidade depende de trabalhos que muitas vezes não recebem visibilidade, mas são essenciais para a transmissão da fé, como a dedicação dos catequistas.

Ao concluir a homilia, Dom Pedro parabenizou os paroquianos pelos 60 anos de caminhada e deixou um pedido especial de perseverança, lembrando que as dificuldades e os desentendimentos não devem afastar ninguém da vida comunitária.

“Não desanime, não desanime. Muitas vezes as pessoas desanimam de participar na vida comunitária por uma série de coisas”, observou, acrescentando que o amor a Jesus deve ser mais forte do que qualquer dificuldade.

“A perseverança é a pedra de toque da nossa vida comunitária”, afirmou. O bispo encerrou a reflexão lembrando que a cultura atual muitas vezes incentiva o isolamento, enquanto a fé cristã convida à comunhão. “Individualismo não rima com cristianismo.”

Ao final da celebração, Padre Fracinaldo fez um agradecimento especial a Deus e a todos que contribuíram para a construção da história paroquial. Recordou os bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, seminaristas, agentes de pastoral, funcionários, benfeitores e tantas famílias que ajudaram a fazer da paróquia uma verdadeira casa de fé.

“A nossa primeira palavra é, portanto: obrigado, Senhor!”, expressou o sacerdote, reconhecendo as graças recebidas ao longo dessas seis décadas.

Padre Francinaldo também lembrou com gratidão daqueles que já partiram para a Casa do Pai, mas deixaram sua contribuição na comunidade. “Muitos semearam, outros cuidaram, outros colheram; e nós, hoje, somos herdeiros dessa bonita história.”

Inspirado no 9º Plano Diocesano de Pastoral, manifestou o desejo de que os próximos anos sejam vividos com uma fé ainda mais viva, uma comunidade unida e comprometida com o Evangelho, especialmente no cuidado com as famílias, as juventudes e os irmãos mais necessitados.

Após o agradecimento, a comunidade apresentou a história dos seus 60 anos, recordando a caminhada paroquial e a contribuição de tantas pessoas que ajudaram a construir essa trajetória. sendo uma oportunidade de olhar para o passado com gratidão e reconhecer que a história da paróquia continua sendo escrita por aqueles que hoje participam de sua vida pastoral.

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