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Diocese de Santo André

Dom Pedro celebra Nossa Senhora Aparecida com mais de 2 mil fiéis e encerra dia no Santuário da Pauliceia

O dia 12 de outubro foi de celebrações em honra a Nossa Senhora Aparecida na Diocese de Santo André. O bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, presidiu duas Santas Missas em São Bernardo do Campo, reunindo fiéis de diferentes comunidades. A data também foi especial para o bispo, que completou 16 anos de ordenação episcopal, recebida em 2010, na Catedral de Campinas, justamente na solenidade da Padroeira do Brasil.

Pela manhã, mais de 2 mil pessoas participaram da celebração no Ginásio da FEI, organizada pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do bairro Alves Dias, que tem como pároco o Padre Júlio Miguel da Silva. Crianças, jovens, famílias, agentes de pastoral e representantes das comunidades paroquiais participaram da Missa, que contou também com a presença dos seminaristas da Diocese.

Na homilia, Dom Pedro falou sobre a importância da vida em comunidade e reconheceu o trabalho dos diferentes ministérios presentes na paróquia. “Não existe cristão isolado, separado, sozinho, mas em comunidade. Jesus gosta de comunidade, nos convida a viver em comunhão”, afirmou, ao recordar que a Igreja se manifesta na participação de cada pessoa que coloca seus dons a serviço dos irmãos.

Ao refletir sobre as leituras da solenidade, o bispo apresentou Maria como aquela que intercede por seus filhos e os aproxima de Jesus. Recordou a rainha Ester, que arriscou a própria vida para salvar seu povo, e o Evangelho das Bodas de Caná, quando Nossa Senhora percebeu a necessidade dos noivos e pediu a intervenção de seu Filho.

“Jesus é o centro da nossa fé. Ele é o caminho, a verdade e a vida, é o nosso Salvador, é o Filho de Deus. Porém, a pessoa que está mais próxima desse centro é Maria, a mãe de Jesus”, explicou.

Dom Pedro lembrou que o primeiro sinal realizado por Jesus, ao transformar a água em vinho, levou os discípulos a acreditarem nele. A partir dessa passagem, convidou os fiéis a pedirem a intercessão da Padroeira do Brasil para perseverarem na fé. “Vamos pedir a Nossa Senhora, neste dia de hoje, que todos nós possamos crescer na fé, uma fé firme, sólida, verdadeira em Jesus, que nenhuma crise, nenhum problema nos afaste desta fé.”

O bispo também agradeceu o trabalho do padre Júlio, do diácono Guido e dos agentes de pastoral, além de pedir orações pelos seminaristas e pelas vocações sacerdotais.

Ao final da celebração, Padre Júlio manifestou sua alegria pela participação das comunidades e pela presença de Dom Pedro. “O meu coração está se derramando de alegria, está se derramando de gratidão por tudo isso que está acontecendo aqui na nossa paróquia neste dia de hoje”, partilhou. O pároco agradeceu ainda à FEI pela colaboração na realização das grandes celebrações paroquiais.

Um dos momentos da manhã foi a coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, realizada pela juventude da paróquia. Os fiéis também participaram da oração de consagração à Padroeira do Brasil. Antes do encerramento, Dom Pedro agradeceu as orações recebidas por seu aniversário episcopal e anunciou a distribuição de um folheto de sua autoria sobre a missão de Nossa Senhora, entregue pelos seminaristas.

Celebração no Santuário da Pauliceia

À noite, Dom Pedro encerrou o dia presidindo a Santa Missa no Santuário Nossa Senhora Aparecida, na Pauliceia, ao lado do pároco, Padre Guilherme Franco Octaviano, e do vigário paroquial, Padre Marcos Vinícius W. da Silva. A celebração contou com a participação do Coral Diocesano, sob a regência do maestro Diego.

Na homilia, o bispo recordou a história da pequena imagem encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, e a devoção que, ao longo dos séculos, passou a fazer parte da vida de tantas famílias brasileiras.

“Todos nós crescemos nas nossas famílias vendo, presenciando e participando desta grande devoção que temos à Mãe de Jesus, Maria de Nazaré, Nossa Senhora, na sua pequena imagem de Aparecida”, disse.

Retomando o Evangelho das Bodas de Caná, Dom Pedro chamou a atenção para o significado da intercessão de Maria no início da missão pública de Jesus. “O importante não é tanto o fato de ter salvado a festa, mas é a conclusão desse trecho do Evangelho. Jesus fez assim o seu primeiro sinal, iniciando a sua missão, e os seus discípulos creram nele.”

O bispo também falou sobre a humildade de Nossa Senhora e sua fidelidade a Jesus, desde o nascimento em Belém até a morte na cruz. Recordou que Maria nunca buscou reconhecimento, mas permaneceu disponível à vontade de Deus. “Ela não pediu nada, ela não quis nada. Ela só disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor’. Mas Deus quis exaltá-la.”

Ao mencionar seus 16 anos de ordenação episcopal, Dom Pedro compartilhou a alegria de celebrar a data junto ao povo da Diocese. “Eu também hoje tenho muito a agradecer. Numa hora desta, na Catedral de Campinas, há 16 anos, eu estava sendo ordenado bispo. Então, para mim, é uma grande alegria estar aqui rezando com vocês, o povo de Deus da nossa Diocese.”

O bispo pediu ainda que os fiéis continuassem rezando pela Igreja, pelas pessoas que necessitam de oração e pelo Brasil, confiando essas intenções à intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Na parte final da Missa, a comunidade também realizou a consagração à Padroeira do Brasil. Padre Guilherme agradeceu a participação dos fiéis, a presença do bispo e o serviço do Coral Diocesano. “Deus os mantenha firmes nessa missão, não apenas de cantar, mas de mostrar para todos o que é cantar a Missa, o que é o canto litúrgico”, afirmou, dirigindo-se aos integrantes do coral.

O pároco convidou a comunidade a rezar por Dom Pedro, recordando seus 16 anos de ministério episcopal. Os fiéis se uniram em oração, confiando a vida e a missão de seu pastor à intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Veja o álbum completo de fotos, clicando aqui.

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