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Diocese de Santo André

Natal na luz da fé

Mensagem do Bispo Diocesano a todos os presbíteros, diáconos, seminaristas, consagrados e consagradas, fiéis leigos e leigas da Diocese de Santo André

Para nós, católicos, Natal é celebração de um acontecimento central de nossa fé: o nascimento histórico de Jesus Cristo, Filho de Deus. É a celebração do Mistério da Encarnação: Deus se fez homem!
Talvez não deveríamos dizer muitas coisas diante deste mistério de amor, mas contemplar, como fez Maria e José, sem dizerem uma palavra, e como fizeram tantos santos ao longo da História. Foi São Francisco de Assis que “inventou” o presépio, para poder contemplar o Filho de Deus numa manjedoura.
Deus amou tanto o mundo, que enviou seu Filho para salvá-lo. Deus quer salvar e não condenar. Seu amor é infinito e para sempre. Por que o nascimento de Jesus é comemorado neste dia? Os antigos não davam importância à data de nascimento das pessoas. São raras as datas do nascimento que chegaram até nós de pessoas importantes do tempo de Cristo. Assim também, não se sabe a data certa do nascimento de Jesus. Então por que este dia? Entre os romanos do tempo de Jesus, já existia esta data de 25 de dezembro como o dia do nascimento do “deus” Sol, considerando que a noite anterior era a mais longa do ano. Assim se justificou a comemoração do nascimento de Jesus Cristo neste dia, pois Ele é o “sol de Justiça” como o chama o profeta Malaquias (cf. Ml 4,2).
O próprio Jesus se apresenta como “luz do mundo” (cf. Jo 8,12;9,5). O imperador Constantino decretou o primeiro dia da semana como sendo dia do sol e dia do Senhor ressuscitado. Assim nasceu o domingo, como primeiro dia da semana em nosso calendário.
No Natal o Filho de Deus assume a condição humana. Ao encontrar-se nesta condição de fragilidade e sofrimento, ele adquire a experiência humana de “compaixão” ou solidariedade com a Humanidade. Diante da grandeza do mistério do Deus encarnado, a atitude da Igreja é de admiração, louvor, agradecimento e contemplação. O Natal é festa litúrgica, civil, popular e comercial. Festa de união e encontro das famílias e dos amigos. É lamentável que o aspecto comercial tenha tomado conta de tudo. Às vezes, o aniversariante nem sequer é lembrado, substituído pelo Papai Noel e seus presentes.
Que possamos recuperar estas raízes do Natal e celebrá-lo com alegria. Não podemos deixar que o desânimo e a apatia estraguem nossa festa de Natal. Para que isto aconteça é necessário celebrá-lo à luz da fé, aquela fé que os pastores tiveram; aquela fé que Maria e José tiveram para acolher o menino. Natal sempre faz apelo à nossa fé. É a fé que brilha como a estrela na escuridão e indica o caminho. É a fé que nos faz permanecer firmes com Jesus, muitas vezes sem entender os desígnios de Deus.

A todos os leitores do ABC Litúrgico, meu abraço e minha bênção de pai e pastor.

Feliz Natal!
+Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo Diocesano de Santo André

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