Diocese de Santo André

Dom Pedro, na solenidade de 63 anos da Dedicação da Catedral do Carmo: “sinal do povo de Deus na Diocese”

Um momento de unidade de todo o povo de Deus das sete cidades do Grande ABC! Presidida pelo bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, a solenidade de Ação de Graças que recordou os 63 anos da Dedicação da Catedral Nossa Senhora do Carmo aconteceu na manhã de domingo (22/08), com a presença de fiéis, na igreja localizada na Praça do Carmo, no Centro da cidade andreense. “Celebrar os 63 anos da Dedicação da Catedral Nossa Senhora do Carmo é uma alegria para todos nós, para todo o povo. A catedral é a casa de Deus, assim como a diocese, a parcela do povo de Deus é a Casa de Deus, família de Jesus. Por isso, a dedicação da catedral é uma solenidade em cada diocese. Queremos com essa celebração dedicar novamente todo o nosso povo fiel a Deus para o louvor de sua glória e para que seja cada vez mais, acolhedor missionário do Reino de Deus neste mundo”, enfatizou Dom Pedro, ao relembrar os simbolismos presentes na catedral.

“Ela (catedral) é o sinal deste povo da diocese, desta Igreja Particular. Por isso é o principal templo da Igreja Católica no Grande ABC, onde tem a cátedra do bispo, que simboliza o magistério do bispo na igreja toda; as doze velas acesas, simbolizando os doze apóstolos que foram pregar o evangelho pelo mundo e iluminar cada povo com a palavra de Deus; aqui estão enterrados dois bispos (Dom Jorge Marcos de Oliveira e Dom Décio Pereira), simbolizando que os apóstolos são os alicerces da Igreja e Cristo, a pedra fundamental que a sustenta; enfim, a catedral é um local sagrado dedicado ao culto de Deus”, sintetiza.

Trajetória diocesana
Segundo o bispo diocesano é impossível falar da dedicação da catedral sem contextualizar a história da criação da Diocese de Santo André. “Uma Igreja Particular que sempre esteve comprometida em evangelizar e valorizar a promoção humana, através dos valores evangélicos, da partilha, do amor, do perdão, da caridade e da fraternidade”, refletiu Dom Pedro, ao citar o Sínodo Diocesano, que resultou no 8º Plano Diocesano de Pastoral como um impulso para a descoberta de novas formas de evangelizar e ser missionário nestes tempos de pandemia.
Em sua meditação durante a homilia, o bispo disse que a Igreja tem a missão de anunciar o Reino de Deus e denunciar tudo aquilo que vai contra o Reino de Deus. “Não se anuncia o evangelho sem a promoção humana. Jesus promove a libertação do homem de tudo aquilo que ele é explorado. O ser humano é a Casa de Deus e não pode ser profanado, assim como esse templo é sagrado e não deve ser profanado por ninguém. Ao entrarmos aqui devemos ter todo respeito a tudo isso que designa este templo, onde está Jesus na eucaristia e onde celebramos nossa fé em momentos solenes para a história da diocese”, complementa.

Momentos de adoração e confissões na catedral
Ao final da homilia, Dom Pedro adiantou uma boa notícia: a partir do mês de setembro, todas as sextas-feiras, o bispo diocesano promoverá um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, com oração e bênçãos, às 14h30, e logo em seguida realizará confissões e atendimentos aos fiéis, na Catedral Nossa Senhora do Carmo. Mais detalhes em breve nas mídias diocesanas!

Testemunha ocular da história
Maria Apparecida Gatto, 87 anos, é testemunha ocular da história da Dedicação da Catedral Nossa Senhora do Carmo. Ela estava lá, naquele dia 22 de agosto de 1958. “A principal lembrança é a de que ficamos muito felizes com aquele momento. Uma benção de Deus”, recorda Cida, como é conhecida, nascida em Pitangueiras (SP) e que chegou à região do Grande ABC, com apenas 13 anos,  no ano de 1947. Desde então, começou a frequentar as missas na catedral e presenciou outro fato histórico: a criação da Diocese de Santo André, no dia 22 de julho de 1954.  “Eu estudava na Escola Júlio de Mesquita (criada em 1935, hoje ETEC – Escola Técnica, onde lecionou depois durante duas décadas) – e reuníamos as colegas de escola para assistir as missas. E no dia que Dom Jorge (Marcos de Oliveira, primeiro bispo diocesasno, que faleceu no ano de 1989) celebrou a primeira missa na catedral, com a diocese sendo criada, foi algo muito bonito. Acompanhei o bispo na pintura da igreja e todo o crescimento da catedral”, conta Cida, que participa da Pastoral da Acolhida e do coral até os dias atuais e nutre grande devoção por Nossa Senhora Aparecida.

Placa do Sínodo Diocesano
Antes do encerramento da solenidade, o vigário episcopal para a Pastoral e pároco da Catedral Nossa Senhora do Carmo, Pe. Joel Nery, convidou a todos para uma reflexão sobre um momento de comunhão ocorrido em nossa diocese: o primeiro Sínodo Diocesano (2016-2017). O descerramento da placa localizada ao lado direito no altar aconteceu ao som das vozes de quatro integrantes do Coral Diocesano regido pelo maestro Diego Muniz e sob os olhares do bispo Dom Pedro, como uma permanente lembrança do lema sinodal: “O sonho missionário a todos os povos chegai! Na alegria do evangelho, Jesus Cristo anunciai!”

A placa contém o seguinte texto: “Sínodo Diocesano – “O sonho missionário de chegar a todos”. No Ano da Graça do Senhor de 2018, sendo sumo pontífice Papa Francisco, bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini, a Diocese de Santo André concluiu o primeiro Sínodo Diocesano, ocasião de sincera revisão e planejamento da ação evangelizadora desta Igreja Particular”
Santo André, 6 de abril de 2018  (data da entrega da Constituição Sinodal)

“Queremos lembrar esse momento de forte caminhada diocesana, e enviados como Igreja, saiamos e onde estivermos, sejamos de fato, o que Jesus espera, seus discípulos missionários para que reunidos, cresçamos no discipulado e enviados sejamos sua presença onde estivermos. Essa é a missão da Igreja”, salienta Pe. Joel.

História da Dedicação da Catedral
A Catedral Nossa Senhora do Carmo foi solenemente dedicada pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Cardeal Câmara, no dia 22 de agosto de 1958, quatro anos após a instalação da Diocese de Santo André, como lugar sagrado para o culto divino e celebração dos sacramentos na Diocese. No altar, como pede o rito, foram depositadas relíquias de São Sebastião e Santa Maria Goretti. Por isso, a Diocese de Santo André comemora no dia 22 de agosto o aniversário da dedicação de sua Igreja Mãe, não obstante a Catedral ter como padroeira Nossa Senhora do Carmo, e neste dia o calendário litúrgico da Igreja dedicá-lo à memória de Nossa Senhora Rainha. É importante lembrar que “a igreja Catedral é a primeira entre os templos de uma diocese e também o centro de sua vida litúrgica” (CB, 44). Nela está a cátedra (cadeira), símbolo da função magisterial e pastoral do epíscopo no exercício de seu múnus de ensinar, santificar e governar. Por sua vez, este edifício sagrado é “sinal de unidade dos crentes naquela fé que o Bispo anuncia e zela como pastor do rebanho (CB, 42).”

O significado teológico torna relevante a celebração anual do aniversário de dedicação da catedral diocesana, que na sede assume caráter de solenidade, ao passo que nas demais paróquias e comunidades da Diocese, é celebrada no grau de festa” (Diretório Diocesano de Liturgia, pág. 204).

Leia mais:

Saiba mais sobre o rito da dedicação

Recorde a trajetória da Catedral Diocesana

Conheça a história da Diocese de Santo André

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