Diocese de Santo André

Doação de órgãos: um ato de generosidade que salva vidas

“A doação significa olhar e ir além de si mesmo, além das necessidades individuais e abrir-se com generosidade a um bem mais amplo. Nesta perspectiva, a doação de órgãos não é apenas um ato de responsabilidade social, mas uma expressão de fraternidade universal que une todos os homens e mulheres.”

As palavras do Papa Francisco, em discurso realizado em abril deste ano, na Sala Clementina, no Vaticano, durante audiência com quatrocentos membros da Associação Italiana de Doadores de Órgãos (AIDO), representam a importância de incentivarmos a necessidade da doação de órgãos, como um ato nobre que pode salvar vidas.

No entanto, os desafios ainda são enormes. Um dos obstáculos ainda é a falta de aprovação das famílias. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, cerca de 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada, em 2018. E a fila ainda é grande para o transplante de coração, rim, fígado, córnea e pulmão, entre outros órgãos.
Porém, alguns fatos contribuem diretamente para que as pessoas e famílias entendam como o ato de generosidade pode ajudar diretamente o ser humano. Mesmo num momento de reflexão, uma notícia que atingiu proporções positivas em relação ao tema foi a doação de órgãos autorizada pela família do apresentador Gugu Liberato, que faleceu aos 60 anos em decorrência de morte cerebral, após um acidente doméstico, na última semana. Em vida, o próprio Gugu havia expressado a vontade de doar os órgãos. Para se ter uma ideia, esse ato ajudará até 50 pacientes à espera de uma doação de órgão.

Assessor diocesano da Pastoral da Saúde, Pe. Vanderlei Ribeiro acredita que é preciso a população se conscientizar da importância do ato de doar um órgão. Ele deixa uma mensagem de motivação. “A doação de órgãos é um gesto de profundo amor, caridade, de zelo pela vida. É uma questão de consciência. Temos muitas pessoas na fila esperando por uma doação de órgão. Deus abençoe as famílias de todos aqueles que são doadores, como também aqueles que estão esperando por um transplante”, salienta.
“A pessoa que doa o órgão de um ente querido faz um gesto de amor tão profundo, do amor que ela tinha por aquele ente que se foi, como o amor de um cristão autêntico pela vida, de saber que uma pessoa estará viva graças aquele amor que nós dedicamos no momento de nossa despedida ao ente querido”, complementa a coordenadora diocesana da Pastoral da Saúde, Maria de Fátima.

Portanto, dialogue com a família, expresse em vida o seu desejo de doar órgãos, procure os hospitais para saber os procedimentos e entenda que esse gesto de generosidade é seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, de doar a vida ao próximo.

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