Diocese de Santo André

Diocese apoia luta contra a intolerância religiosa

A Equipe Ecumênica e de Diálogo Inter-religioso da Diocese Santo André participou na noite de quinta-feira (03/10), do ato solene do V Fórum Inter-religioso de Santo André, realizado no Auditório Heleny Guariba, no Centro da cidade andreense. O assessor diocesano Pe. Renato Fernandez representou a Igreja Católica no evento. A secretária Paula Oliveira e integrantes da equipe também estiveram do encontro.

Após a execução dos Hinos Nacional e de Santo André, o Projeto Futuração, conduzido pelo maestro Douglas Leite, realizou uma apresentação musical ao público presente, composto por diversas representações religiosas.

Confira destaques do discurso do Pe. Renato:

Promoção da paz
“Os últimos papas têm falado de maneira brilhante, por meio de ações a favor do diálogo. Trago a memória da última visita do papa, desse desejo de dialogar, de estar em comunhão com os irmãos, que professam outra fé. O papa fez uma viagem (em fevereiro de 2019, para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos) muito importante na busca de diálogo. Escreveu uma página importante na história, diálogo entre cristianismo e islamismo, com o desejo de promover a paz no mundo”
*

São Francisco
“O papa observou que o evento aconteceu 800 anos depois da visita de São Francisco de Assis ao Sultão. Esse é um santo admirado por muitas religiões, devido ao seu amor aos pequenos, sua entrega aos pobres. Papa Francisco citou que durante a viagem, pensou muitas vezes em São Francisco, que o ajudava a ter o coração no evangelho e o amor de Jesus. Um os grandes momentos foi a assinatura de um documento sobre a fraternidade humana, o qual condenam toda forma de violência, especialmente a revestida de motivação religiosa”
*

Luta contra intolerância
“Falam que no Brasil não existe intolerância, mas as religiões sabem que não é verdade. Quantas buscam o seu lugar ao sol, para ter o seu espaço de amor e respeito? Quantos terreiros destruídos no Brasil?  Queremos continuar a busca dessa fraternidade humana, sendo contra todo tipo de violência e de intolerância religiosa, que não passa de violência revestida com roupagem de máscara religiosa. É possível respeitar a diversidade e conviver pacificamente”
*

Papel da família
“Hoje pude cantar e relembrar como minha mãe me educou para que não tenha preconceito. Como é importante o papel dos pais na educação dos filhos. Mas o papel da mãe ninguém tira. Mulheres, criem e formem seus filhos para o não preconceito, e assim terão grandes homens e mulheres que amam a humanidade e respeitam todos sem intolerância. 

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