Diocese de Santo André

Casa Mãe da Diocese celebra padroeira Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de julho, quarta-feira, a Catedral Nossa Senhora do Carmo, casa mãe da Diocese de Santo André, celebrou a festa da padroeira com missas ao longo do dia, reunindo fiéis que chegavam com flores, velas e intenções no coração.

A celebração das 15h foi presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini e concelebrada pelo pároco e cura da catedral, Padre Jean Rafael Eugênio Barros.

Durante a homilia, Dom Pedro falou da alegria que nasce da fé. Mesmo em tempos difíceis, ele lembrou que “há uma grande alegria naqueles que acreditam, porque sabem que Deus caminha com eles”. E acrescentou: “Jesus é a nossa esperança de salvação, e Ele entrou no mundo por meio de Maria. Foi por Ela que Deus se fez homem”.

Ao refletir sobre o Evangelho, explicou que pertencer à família de Jesus é mais do que laço de sangue — é viver a Palavra. “Quem ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe. Maria foi a primeira a fazer isso. Ela acreditou quando ninguém acreditava, seguiu Jesus desde Belém até o Calvário. É a primeira na fé.”

Dom Pedro também convidou os fiéis a olharem para o escapulário como compromisso, e não como amuleto. “Quem o usa assume um pacto com Nossa Senhora, de buscar viver como Ela: alimentando a fé, rezando, meditando a Palavra. O escapulário é sinal de quem quer caminhar com Maria até Jesus.”

No fim da homilia, o bispo deixou uma orientação simples: “Se você não consegue rezar muito, reze ao menos três Ave-Marias antes de dormir. Peça a Maria que te conduza a Jesus e te ajude a fazer parte desta grande família da fé.”

Dom Pedro também chamou a atenção para o sentido profundo do escapulário. “Não é um amuleto. É sinal de quem escolheu caminhar com Maria, assumir um compromisso com a vida de oração, com a escuta da Palavra e com a fidelidade ao Evangelho. O escapulário é um manto espiritual, sinal de cuidado e pertença.”

Ao final da celebração, Dom Pedro e os padres presentes impuseram o escapulário àqueles que o recebiam pela primeira vez. A imposição do escapulário deve ser feita por um sacerdote ou diácono, pois é um gesto litúrgico que expressa o início de uma devoção oficial à Virgem do Carmo, acompanhada da bênção própria da Igreja.

O escapulário, feito de dois pequenos pedaços de pano unidos por cordões, representa o manto de Nossa Senhora. Segundo a tradição carmelita, foi entregue por Maria Santíssima a São Simão Stock, no século XIII, como sinal de sua proteção maternal. Ao entregá-lo, Ela prometeu: “Quem com ele morrer, não padecerá o fogo eterno”. Desde então, tornou-se um símbolo da aliança com Maria, expressão visível de quem deseja viver sob seu amparo, revestido por sua ternura e cuidado.

Mais do que um sinal externo, o escapulário é um compromisso interno de vida cristã: quem o usa se compromete a viver como Maria viveu — em oração, humildade e confiança em Deus. Recebê-lo é colocar-se sob o manto da Mãe e dizer, como ela: “Eis-me aqui”.

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