Na tarde de 13 de setembro, o auditório do Edifício-sede Santo André Apóstolo se encheu de fé e gratidão para celebrar os 20 anos do Movimento da Cultura da Misericórdia em nossa Diocese. Com o tema “Peregrinos da esperança, na Misericórdia”, a tarde reuniu oração, testemunhos e partilha, tendo como centro a Santa Missa, presidida pelo Padre Fernando Valadares, assessor eclesiástico do movimento.
Em sua homilia, Padre Fernando refletiu sobre o Evangelho da festa da Exaltação da Santa Cruz, lembrando que aquilo que muitas vezes vemos apenas como sofrimento, em Cristo se transforma em esperança. Ele recordou que da cruz nasce o sinal mais puro do amor de Deus. Nas palavras do sacerdote, “tudo aquilo que é dor e pesado para nós, contemplando Cristo, torna-se esperança, porque do seu coração aberto brota a alegria”.
Ele ainda destacou que Jesus não veio para condenar, mas para salvar, e que a medida do amor de Deus não está nos nossos pecados, mas na capacidade que temos de amar. “Não faz sentido buscar apenas a nossa santificação e deixar o irmão para trás. A misericórdia é caminho de comunhão: eu preciso experimentar a salvação do Senhor para também ser sinal de salvação na vida do próximo”, afirmou.
O encontro também contou com o Terço da Misericórdia, conduzido pelos coordenadores forâneos, e um momento de reflexão com Dom Nelson Westrupp, bispo emérito de Santo André. Ele afirmou que ser peregrino da misericórdia é ser também peregrino da esperança, e destacou que “a misericórdia é uma necessidade primordial em nossos dias; essa fonte nunca secará, porque é o próprio coração de Deus, cuja compaixão não se esgota”.
Entre louvores, testemunhos e momentos de oração, os fiéis puderam reviver a história de duas décadas de dedicação do movimento, sempre inspirado por Santa Faustina e pelo convite de Jesus a confiar em sua infinita misericórdia.











